segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Find The Real

Sim, talvez eu goste mesmo de criar ondas em copos, como quem acredita que o simples bater de asas de uma borboleta poderia provocar um tufão do outro lado do mundo.
Talvez eu seja só um dramático que gosta de sentir um caos dentro de si, só pra sentir o coração bater, sentir que está vivo, viver, sentir-se realmente vivo.
Ansioso, quero tudo, mas confesso que adoro aquele frio na barriga, a incerteza mesmo que certa,
como uma carta de amor nunca escrita ou nunca entregue, idealizada.
Gosto de imaginar como seria, talvez seja um impasse para minhas realizações, dai talvez o medo,
disfarçando uma loucura típica, poucos assumem suas fantasias, suas verdades.
Eu faço do meu jeito um acessório, breve detalhe que acho que faz diferença, mas importante,
arredores irregulares de minha emoção sincera, que em vão tento esconder.
Muitas vezes sou como nos sonhos, formado sobre imagens mistas, conturbadas demais, irreal,
e quando abro os olhos novamente, nem lembro o que se passou.
Bem agora estou abrindo meus olhos, olhando para dentro de mim, será que isso ajuda você?
Transpareça, transcenda, seja mesmo quer por um dia verdadeiro, real, fique em paz.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Consciente ou Insight sobre Jean-Paul Sartre

Produção de ideologias em larga escala, tempo é dinheiro e é preciso aproveitar cada minuto.
Perca de tempo ficar triste, tristeza parece auto bullying , sorrir quando se vai ao shopping.
A estética perfeita é uma ilusão comercial que faz vítimas,
o inferno são os outros ou nós mesmos? nos impõe padrões ao mesmo tempo
que nós mesmos nos cobramos estar nesse comum ou incomum.
De um tempo pra cá há uma moda de ser diferente, ser algo que cause impacto e chame atenção.
Não importa, no fundo reconhecemos o nosso vácuo. Um auto tédio, insatisfação com personalidade ou o
cabelo, as unhas ou o peito.
E parece que a melhor forma de suportar isso é sendo alheio, colocando música alta quando se fica só,
ligando a tv, ou lendo um livro por ler, só pra não sentir o eco em nosso peito.
Reconhecer um vazio dentro de si é algo insuportável, buscando novas formas de pensar, sem pensar,
ouvindo sermões, decorando orações e se fechando.
E é tamanha a decepção quando descobrimos, o que mais gostamos é apenas um passa-tempo de nós mesmos,
algo para desviar a atenção de uma possível infelicidade, remediando a dor sem cura.
O que é verdade e o que é mera distração?
De que adianta ficar sozinho em um quarto pensando no existencialismo sem viver?
De que adianta viver sem motivo, sem saber o por que?
Cadê minha liberdade quando sou tão limitado?
Não sei se farei tudo o que quero mas farei tudo o que posso, e se mudar de idéia amanhã... Amém.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Go away

Talvez eu tenha o direito de errar
os atos dependem muito de pontos de vista,
mas confesso que estou de saco cheio disso.
Tenho e não quero, quero e não tenho.
E de que adianta ficar reclamando?
Reclamar é o que me resta quando não sei
o que fazer.
A ouvidos alheios parece muito simples,
mas para uma mente presente é sempre mais
complicado.
Eu fico comigo mesmo, meus pensamentos e eu,
como um livro que já li mas busco algo novo.
Algo que faça mudar, algo que faça sentido.
Não quero lamentar como uma criança sem seu
pirulito, quero me desfazer, desapegar.
Quero tirar férias de tudo e até de mim mesmo.
Fugir sempre parece mais fácil, mas e quando
está dentro de mim?
Queria que tudo fosse como a fumaça desse cigarro,
e fosse para longe.

Clichê de uma noite

E                          B
 Aqui estou me iludindo novamente
C#m                                    A
 tentando mais uma vez esvaziar minha mente
E                               B
 cometendo talvez um ato de infração
C#m                                    A
 me perdoe por te tomar, é só mais uma ilusão
E                                      B
 mesmo que talvez em em vão
C#m                                          A
 não escrevo aqui apenas com o coração
E                            B
 você abriu minha cabeça
C#m                                A
 mesmo a razão dizendo esqueça

-refrão:
B                                 C#m
eu quero mesmo fazer só mais um clichê
B                                  C#m
 te quero mesmo que seja só por uma noite
B                                  C#m
 não estou dizendo apenas por dizer
    A                         E B C#m A
mas, eu quero você

E                           B
 e hoje eu vivo em novos horizontes
C#m                  A
 nada é como foi antes
E                         B
 talvez você seja unica nessa cidade
C#m                             A
   parece dramático mas é verdade
E                                          B
 em forma de S pode ser a estrada que eu tome
C#m                            A
 mas esse S também decora o teu nome
E                                         B
 ficou na minha cabeça aquela sua clave
C#m                                         A
   deixando minha melodia nesse grande entrave

          (refrão)
E                             B
 te quero não por possuir
C#m                      A
 quero de ti apenas dividir

E                             B
 eu gosto mesmo de você
C#m                     A
  é mesmo difícil esconder
E                                B
vou deixando ficar sub-entendido

C#m                                       A
 assim não digo a verdade e nem minto

Batendo na porta do céu (carta de Hank para Becca em californication)

Para minha linda e querida filha.

Estou lhe escrevendo uma dessas cartas antiquadas,
na verdade é uma arte perdida, como "handjobs" (ow shit).
Tenho uma confissão...
Não gostava de você no começo, você era um criatura chata
que costumava cheirar bem, mas você não parecia interessada em mim,
o que considerei um insulto.
Era só você e sua mãe contra o mundo, engraçado como algumas coisas
nunca mudam.
Então cheguei, agindo como um idiota, sem realmente entender
como ser pai muda a pessoa.
Não lembro o momento exato, só sei que mudei.
Em um minuto eu era impenetrável, nada me tocava, no próximo
meu coração batia fora do peito, exposto aos sentimentos.
Amar você vem sendo a mais profunda, intensa e dolorosa
experiência da minha vida, de fato, é quase demais
para suportar.
Como pai, fiz um voto silencioso para te proteger do mundo,
sem perceber que eu acabaria lhe machucando mais, quando
me lembro, meu coração se quebra.
Não consigo imaginar você tendo orgulho de mim, como poderia?
Seu pai é uma criança no corpo de um homem, ele se importa
com nada e tudo ao mesmo tempo. Correto no pensamento,
fraco na execução.
Algo tem que mudar, algo tem que ceder.
Está ficando escuro, escuro demais pra ver...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Talvez...

Quem dera todos os dias fossem tão maravilhosos como um  pôr-do-sol de verão na serra...
Ou talvez não... Tudo o que com frequência temos dificilmente damos o devido valor.
As vezes na vida é bom ficarmos solitários, para daí então entendermos e dar valor
a um simples carinho.
Querer conquistar algo é bem melhor que a conquista em si hoje, pois,
qual o objetivo depois?
Os filmes sempre terminam no "e foram felizes para sempre.", talvez
a maior dificuldade seja saber o que fazer depois.
Essa eternidade deve ser nada mais que um presente absoluto, imutável.
Talvez o sono eterno devesse ser o nosso "e foi feliz para sempre".

Fevereiro em casa

Poucas vezes me dei conta dessa existência, mesmo que antiga me parece algo novo.
Ter essa consciência foi meu primeiro nível de conhecimento explícito.
Uma verdade sem refutação, um raciocínio sem dúvida.
Sinto desejo de algo que não me falta, uma condição imposta por vontade própria.
Não amo por admiração pois estaria exposto a decepção, mesmo assim admiro,
mesmo assim amo.
Percebo o outro mais próximo de mim do que eu mesmo, na realidade,
confio que seja como acredito que é.
Esse outro não vem de maneira aleatória bem como a felicidade de encontrá-lo,
costuma-se esquecer que depende em grande parte do nosso esforço manter o
bem-estar.
O outro, o herói, o espelho, o exemplo... Nenhum substantivo poderia traduzi-lo
melhor do que chama-lo de meu pai.
Nos tomamos de um gole só. Mais do que conviver, tragamos um ao outro.