Vem, faça de mim seu saco de pancada.
Bata em mim até sua mão não aguentar mais.
Até você cansar e achar isso entediante.
Eu só fico aqui parado esperando você ver o sangue em suas mãos.
Perdi meus dentes, mal consigo expressar minha dor.
E de que adiantaria, você me prefere sorrindo.
Ou de cabelo curto, ou de blusa pólo, ou sóbrio.
Eu preciso estar bonito para apanhar novamente.
Minhas lágrimas são só uma bobagem sentimental.
Meu suor é falta de algo melhor pra fazer.
Você não pediu por isso, então por que se importaria.
Você está ótima, como não estaria?
Eu, disfarço e digo que nunca estive tão bem.
É preciso, é melhor assim, sempre é melhor fingir.
As aparências enganam, por isso são essenciais.
Façamos uso dessa arte sarcástica para melhor vivermos em sociedade.
Não, não tenha pena, eu cansei de ficar aqui parado e quieto.
Não irei ocupar o seu lugar pode ficar tranquila.
Vou sair, tomar um café enquanto as pílulas não chegam.
Só preciso de uma boa noite de sono, o que tem sido raro.
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Breve Desvio
E tudo de volta, o ponto se fim me encontra navamente.
Não existe desculpas para quem erra sabendo que está errado.
Palavras podem ser esquecidas, presenças nem sempre notadas,
mas para fatos sempre há provas, seguimos cada um nosso próprio caminho.
Mas isso não quer dizer que estamos sozinhos, em algum momento
entramos no caminho de outra pessoa, e essa outra pessoa entra no nosso.
As vezes é vir só para fazer com que a gente se perca em um breve desvio.
Uma hora tudo está claro com o dia, em outra a noite vem, e não vejo
mais nada, e sigo tropeçando em cada pedra.
Nos tornamos carrosséis que giram em sentidos opostos, novamente.
Realmente por mais bela que pareça a flor ela têm seus espinhos, provocar tolos
que não conseguem segurar a vontade de toca-la acabam por se machucar.
E não adianta procurar uma saída, nesse caminho sem fim, você anuncia sua saída.
Nem precisa, você não sabe como falar, eu não sei como ouvir.
O silêncio das ruas vazias é mais verdadeiro que o barulho do que não se vê.
Mas entender sempre é necessário, e o melhor a ser feito.
Uma coisa é achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho
é o único e melhor a ser seguido, nada está 100% certo.
Engraçado, como não pregar um desapego, quando tudo a que você tenta se prender
acaba se soltando de você.
Em vão pessoas tentam se desculpar, mas na verdade explicar é bem melhor.
Tentar evitar a luz com óculos escuros pode diminuir sua intensidade, não muda o sol.
Você sente a pele queimar, o ardor de ter se exposto.
Pessoas passam em nossas vidas, mas as vezes estão na contra mão
e tentamos para-las, mas no final, acaba que seguem seu caminho.
As vezes parece coisa de ficção, mas vilões existem como foi dito.
E somos eu e você...
Não existe desculpas para quem erra sabendo que está errado.
Palavras podem ser esquecidas, presenças nem sempre notadas,
mas para fatos sempre há provas, seguimos cada um nosso próprio caminho.
Mas isso não quer dizer que estamos sozinhos, em algum momento
entramos no caminho de outra pessoa, e essa outra pessoa entra no nosso.
As vezes é vir só para fazer com que a gente se perca em um breve desvio.
Uma hora tudo está claro com o dia, em outra a noite vem, e não vejo
mais nada, e sigo tropeçando em cada pedra.
Nos tornamos carrosséis que giram em sentidos opostos, novamente.
Realmente por mais bela que pareça a flor ela têm seus espinhos, provocar tolos
que não conseguem segurar a vontade de toca-la acabam por se machucar.
E não adianta procurar uma saída, nesse caminho sem fim, você anuncia sua saída.
Nem precisa, você não sabe como falar, eu não sei como ouvir.
O silêncio das ruas vazias é mais verdadeiro que o barulho do que não se vê.
Mas entender sempre é necessário, e o melhor a ser feito.
Uma coisa é achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho
é o único e melhor a ser seguido, nada está 100% certo.
Engraçado, como não pregar um desapego, quando tudo a que você tenta se prender
acaba se soltando de você.
Em vão pessoas tentam se desculpar, mas na verdade explicar é bem melhor.
Tentar evitar a luz com óculos escuros pode diminuir sua intensidade, não muda o sol.
Você sente a pele queimar, o ardor de ter se exposto.
Pessoas passam em nossas vidas, mas as vezes estão na contra mão
e tentamos para-las, mas no final, acaba que seguem seu caminho.
As vezes parece coisa de ficção, mas vilões existem como foi dito.
E somos eu e você...
Fim de semana em Ourém.
Ao longe ouço o próprio eco da minha voz.
As vezes falo coisas que queria ouvir de outras bocas.
Mas esperar acaba por me deixar de saco cheio.
Esperança de que um dia o céu se abra e tudo mude, não mais.
Pego minha mochila e vou ao encontro de quem eu quero ser.
Guitarras e pessoas que também criam esperanças.
Inspirações em cima de erros fazem as letras dessa nova melodia.
Longe de casa eu me sinto no meu ambiente.
Não o suficiente, não o necessário, dessa vez é o que quero.
Errado é seu ponto de vista sobre o que não sabe ao certo.
Não estou preso a isso, eu fui porque realmente quero.
Busco isso a muito tempo, não veio do nada.
Não estou me renovando ou inovando, estou sendo eu mesmo.
As árvores e a fumaça como testemunhas à beira do rio.
Em cima do palco tudo parecia no lugar certo e na hora certa.
Olhando pra rostos que nem conseguiria lembrar, mas ali estávamos unidos.
Sem Deus nem diabo, sem certo ou errado, celebrando nossa humanidade.
O simples fato de estarmos vivos e vivendo, querendo sempre mais.
A contra-rotina venceu, e agora seguimos em frente com novas pessoas.
Não há muro que nos prenda quando queremos ser livres.
Minha cabeça ainda está no passado, o que seria uma questão de tempo.
Esse tempo me consome, mas ele há de passar.
O relógio pode parar, o tempo não.
Meu coração é apenas um tosco relógio quebrado.
Por isso sigo com a vida, minha vida, só minha.
Gosto de estar só, ainda bem que nada é sempre como a gente gosta.
Minha história é escrita por mim, mas não fala só de mim.
Não me vejo como seu personagem principal.
Mas tudo faz parte, tudo que sinto, vejo, ouço e respiro.
Caminhando, cantando, sem seguir nenhuma canção.
Meus olhos me mostram o meu caminho, sou fiel a eles.
As vezes falo coisas que queria ouvir de outras bocas.
Mas esperar acaba por me deixar de saco cheio.
Esperança de que um dia o céu se abra e tudo mude, não mais.
Pego minha mochila e vou ao encontro de quem eu quero ser.
Guitarras e pessoas que também criam esperanças.
Inspirações em cima de erros fazem as letras dessa nova melodia.
Longe de casa eu me sinto no meu ambiente.
Não o suficiente, não o necessário, dessa vez é o que quero.
Errado é seu ponto de vista sobre o que não sabe ao certo.
Não estou preso a isso, eu fui porque realmente quero.
Busco isso a muito tempo, não veio do nada.
Não estou me renovando ou inovando, estou sendo eu mesmo.
As árvores e a fumaça como testemunhas à beira do rio.
Em cima do palco tudo parecia no lugar certo e na hora certa.
Olhando pra rostos que nem conseguiria lembrar, mas ali estávamos unidos.
Sem Deus nem diabo, sem certo ou errado, celebrando nossa humanidade.
O simples fato de estarmos vivos e vivendo, querendo sempre mais.
A contra-rotina venceu, e agora seguimos em frente com novas pessoas.
Não há muro que nos prenda quando queremos ser livres.
Minha cabeça ainda está no passado, o que seria uma questão de tempo.
Esse tempo me consome, mas ele há de passar.
O relógio pode parar, o tempo não.
Meu coração é apenas um tosco relógio quebrado.
Por isso sigo com a vida, minha vida, só minha.
Gosto de estar só, ainda bem que nada é sempre como a gente gosta.
Minha história é escrita por mim, mas não fala só de mim.
Não me vejo como seu personagem principal.
Mas tudo faz parte, tudo que sinto, vejo, ouço e respiro.
Caminhando, cantando, sem seguir nenhuma canção.
Meus olhos me mostram o meu caminho, sou fiel a eles.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A casa dos meus sonhos.
Sentado na velha cadeira, repouso para uma estúpida reflexão.
Cada vez que abraço a solidão me sinto mais próximo de mim.
Começo a deixar de lado os sentidos, e me entorpeço com meias-verdades.
Breves momentos de fuga sem direção, mas querendo chegar à algum lugar.
Procuro limpar a mente ao mesmo tempo que poluo os pulmões.
O relógio tenta me enganar, mas sei que tudo está parado.
E não adianta tentar me convencer que tudo está mudando comigo sentado aqui.
Acho que começo a descobrir como as coisas serão amanhã.
Não sou um vidente, mas entendo que tudo depende de hoje.
Meu travesseiro de pedra me fez perceber que as coisas estavam fora de lugar.
De alguma forma eu tinha que sair de mim para poder explicar.
Busquei um modo de acesso ao vento fechando os olhos.
Não há mais nada aqui, só uma peça longe de seu quebra-cabeça.
O espelho do banheiro reflete a visão mórbida do que muito já viu.
As marcas que naquele dia estavam manchando as paredes hoje são só lembranças.
Nada como algumas reformas nos lugares certos para dar um novo aspecto.
Não adianta fechar as portas, trancado no quarto não há para onde ir.
O armário é o refúgio dos espertos que escondem-se da própria inconsciência.
A janela é só uma ilusão de que se pode ver o que tem de fora.
É preciso realmente abrir as portas e sair do lado de dentro,
para possuir as coisas que se vê por ai, para dentro de sua casa.
Trazendo a sensação de que o mundo todo cabe aqui dentro.
"As ruas são campos que nunca morrem.
Liberte-me das rozões porque você prefere chorar, eu prefiro voar."¹
¹Jim Morrison (The Doors) - The Crystal Ship
Cada vez que abraço a solidão me sinto mais próximo de mim.
Começo a deixar de lado os sentidos, e me entorpeço com meias-verdades.
Breves momentos de fuga sem direção, mas querendo chegar à algum lugar.
Procuro limpar a mente ao mesmo tempo que poluo os pulmões.
O relógio tenta me enganar, mas sei que tudo está parado.
E não adianta tentar me convencer que tudo está mudando comigo sentado aqui.
Acho que começo a descobrir como as coisas serão amanhã.
Não sou um vidente, mas entendo que tudo depende de hoje.
Meu travesseiro de pedra me fez perceber que as coisas estavam fora de lugar.
De alguma forma eu tinha que sair de mim para poder explicar.
Busquei um modo de acesso ao vento fechando os olhos.
Não há mais nada aqui, só uma peça longe de seu quebra-cabeça.
O espelho do banheiro reflete a visão mórbida do que muito já viu.
As marcas que naquele dia estavam manchando as paredes hoje são só lembranças.
Nada como algumas reformas nos lugares certos para dar um novo aspecto.
Não adianta fechar as portas, trancado no quarto não há para onde ir.
O armário é o refúgio dos espertos que escondem-se da própria inconsciência.
A janela é só uma ilusão de que se pode ver o que tem de fora.
É preciso realmente abrir as portas e sair do lado de dentro,
para possuir as coisas que se vê por ai, para dentro de sua casa.
Trazendo a sensação de que o mundo todo cabe aqui dentro.
"As ruas são campos que nunca morrem.
Liberte-me das rozões porque você prefere chorar, eu prefiro voar."¹
¹Jim Morrison (The Doors) - The Crystal Ship
quarta-feira, 25 de maio de 2011
A vida como ela (não) é.
Carrego o fardo de ser um imoral-subversivo-antisocial.
Mas quer saber, a sociedade... ah que se foda a sociedade.
Sempre que queremos nos safar de olhar nossos próprios podres generalizamos.
Muitos dizem: "ah mas nem todos são assim". Talvez tenham razão, talvez...
Costumo generalizar coisas das quais nunca vi o contrário, o que deve ser um erro.
Tenho a vocação de um político bem sucedido, fazer de toda solução um novo problema.
Assim sempre volto à tona, tentando salvar a mim mesmo, sendo meu herói.
A graça disso está no simples fato de nada ser sempre da mesma forma.
Seja mudando de opinião, hábitos, ou até mesmo um corte de cabelo.
Mas sigo minha linha, sempre sou eu comigo mesmo no fim das contas.
Alguém que não deseja viver muito se isso significar deixar de lado as coisas
pelas quais eu gosto de estar vivo, que faz valer a pena estar vivo.
Faço parte da oposição, me oponho a quem quer que esteja à minha frente.
Não sou adepto de ideais, a não ser o meu próprio, que conheço e confio.
Isso talvez seja egoísta, mas quem se importa?
Até jesus se aparecer hoje em dia, quem iria acreditar sem provas?
Sim, por muitas vezes acho um saco ser eu mesmo.
Assim sem graça, descrente de tudo e sem muita fé.
Talvez se eu fosse bonito e andasse na moda as coisas fossem mais alegres.
Mas eu me divirto, até mais do que deveria, mas não há dever para mim.
Minhas regras eu mesmo faço, com base nas minha própias experiências, e
quer saber? acho que assim é mais eficaz que obdecer à regras impostas.
Sem tanta organização, sem muitos planejamentos, e qual o sentido de
passar tanto tempo elaborando algo, se sabemos que nada acontece
da maneira como gostaríamos? improviso por questão de sobrevivência.
Um sábio disse uma vez: "Se você quiser fazer Deus rir, conte a Ele os seus planos."¹
Senso de humor, ou você tem, ou você morre antes de morrer.
¹Allan Stewart Konigsberg (Woody Allen)
Mas quer saber, a sociedade... ah que se foda a sociedade.
Sempre que queremos nos safar de olhar nossos próprios podres generalizamos.
Muitos dizem: "ah mas nem todos são assim". Talvez tenham razão, talvez...
Costumo generalizar coisas das quais nunca vi o contrário, o que deve ser um erro.
Tenho a vocação de um político bem sucedido, fazer de toda solução um novo problema.
Assim sempre volto à tona, tentando salvar a mim mesmo, sendo meu herói.
A graça disso está no simples fato de nada ser sempre da mesma forma.
Seja mudando de opinião, hábitos, ou até mesmo um corte de cabelo.
Mas sigo minha linha, sempre sou eu comigo mesmo no fim das contas.
Alguém que não deseja viver muito se isso significar deixar de lado as coisas
pelas quais eu gosto de estar vivo, que faz valer a pena estar vivo.
Faço parte da oposição, me oponho a quem quer que esteja à minha frente.
Não sou adepto de ideais, a não ser o meu próprio, que conheço e confio.
Isso talvez seja egoísta, mas quem se importa?
Até jesus se aparecer hoje em dia, quem iria acreditar sem provas?
Sim, por muitas vezes acho um saco ser eu mesmo.
Assim sem graça, descrente de tudo e sem muita fé.
Talvez se eu fosse bonito e andasse na moda as coisas fossem mais alegres.
Mas eu me divirto, até mais do que deveria, mas não há dever para mim.
Minhas regras eu mesmo faço, com base nas minha própias experiências, e
quer saber? acho que assim é mais eficaz que obdecer à regras impostas.
Sem tanta organização, sem muitos planejamentos, e qual o sentido de
passar tanto tempo elaborando algo, se sabemos que nada acontece
da maneira como gostaríamos? improviso por questão de sobrevivência.
Um sábio disse uma vez: "Se você quiser fazer Deus rir, conte a Ele os seus planos."¹
Senso de humor, ou você tem, ou você morre antes de morrer.
¹Allan Stewart Konigsberg (Woody Allen)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
S/E .
Acordei com o som da chuva, como um despertador natural.
Estranhamente é um som que me acalma, me faz não querer levantar.
Talvez seja uma desculpa que tento auto-impor, como de costume.
Ás vezes minhas lamentações e angústia deixam parecer que sou misógino.
Mas é bobagem, isso poderia ser uma carta, S/E.
Na verdade, é essa sensação de "coração partido" que faz a gente ficar desse jeito.
A primeira palavra que surge numa tentativa para traduzir é desilusão.
Mas não, isso é desculpa, como bulliyng para matar alguém.
Não seria justo criar um vilão, apesar de ser uma tendência, não sou um herói.
Numa forma pueril, seria algo como ela ter a faca e o queijo na mão.
É isso, entregamos a faca e o queijo na mão dessas pessoas.
E quem são essas pessoas? esses estranhos?
Quando vêm assim, fazemos coisas loucas em nome delas.
Na verdade estamos todos perdidos nisso.
Procurando o amor em uma cidade que não despeje um monte de valores,
regras e normas em cima de nós, deles e delas.
Parece claro que está tudo errado, eles e nós.
Estamos errados, não esperamos o tempo certo, e o tempo parece nunca vir
em nosso favor, como se tudo estivesse fora de lugar.
O que há pra se adaptar a tudo é uma desculpa, como a chuva que não me deixa
levantar, como não deixa eu sair de casa, como torna tudo tão dramático.
Se existe vontade, sim, mas e a motivação, está em mim?
Os dias passando, intermináveis, torturantes.
Sua lealdade não é a mim, mas para as estrelas nesse céu desenhado.
É, a nossa fé tem nos afastado, nossa fé em nada, que juramos ser tudo.
Incapazes de perdoar nossos egos.
Selecionar sem escolher, assim nenhum estranho se intromete.
Mas o coração como um oceano, misterioso e escuro.
Tudo por que um dia estávamos voando, e a gravidade nos puxou.
Arrebentamos a cara, e estamos incapazes de acreditar nisso.
É engraçado, no fim somos todos descrentes de alguma forma.
Antes viveria por um beijo e morreria por um sorriso.
Agora sente falta de um abraço, um filme e uma pipoca.
A saudade é o preço que se paga por esses momentos bons.
E nas horas de fúria "o quão idiota eu fui..."
A liberdade não é fazer as coisas como se quer e quando quer.
Liberdade para fazer e acontecer as coisas do seu jeito.
Impossível, quase nunca depende unicamente da vontade pessoal.
Mas fazer as coisas do seu jeito é uma forma de não ter dor de consciência.
E isso eu tentei, sem dor na consciência, alguns arrependimentos ainda.
Eu não quero competir, ganhar ou perder, ou prevalecer sobre tudo isso.
Só quero a paz, para e mim e para você, talvez nós dois...
Estranhamente é um som que me acalma, me faz não querer levantar.
Talvez seja uma desculpa que tento auto-impor, como de costume.
Ás vezes minhas lamentações e angústia deixam parecer que sou misógino.
Mas é bobagem, isso poderia ser uma carta, S/E.
Na verdade, é essa sensação de "coração partido" que faz a gente ficar desse jeito.
A primeira palavra que surge numa tentativa para traduzir é desilusão.
Mas não, isso é desculpa, como bulliyng para matar alguém.
Não seria justo criar um vilão, apesar de ser uma tendência, não sou um herói.
Numa forma pueril, seria algo como ela ter a faca e o queijo na mão.
É isso, entregamos a faca e o queijo na mão dessas pessoas.
E quem são essas pessoas? esses estranhos?
Quando vêm assim, fazemos coisas loucas em nome delas.
Na verdade estamos todos perdidos nisso.
Procurando o amor em uma cidade que não despeje um monte de valores,
regras e normas em cima de nós, deles e delas.
Parece claro que está tudo errado, eles e nós.
Estamos errados, não esperamos o tempo certo, e o tempo parece nunca vir
em nosso favor, como se tudo estivesse fora de lugar.
O que há pra se adaptar a tudo é uma desculpa, como a chuva que não me deixa
levantar, como não deixa eu sair de casa, como torna tudo tão dramático.
Se existe vontade, sim, mas e a motivação, está em mim?
Os dias passando, intermináveis, torturantes.
Sua lealdade não é a mim, mas para as estrelas nesse céu desenhado.
É, a nossa fé tem nos afastado, nossa fé em nada, que juramos ser tudo.
Incapazes de perdoar nossos egos.
Selecionar sem escolher, assim nenhum estranho se intromete.
Mas o coração como um oceano, misterioso e escuro.
Tudo por que um dia estávamos voando, e a gravidade nos puxou.
Arrebentamos a cara, e estamos incapazes de acreditar nisso.
É engraçado, no fim somos todos descrentes de alguma forma.
Antes viveria por um beijo e morreria por um sorriso.
Agora sente falta de um abraço, um filme e uma pipoca.
A saudade é o preço que se paga por esses momentos bons.
E nas horas de fúria "o quão idiota eu fui..."
A liberdade não é fazer as coisas como se quer e quando quer.
Liberdade para fazer e acontecer as coisas do seu jeito.
Impossível, quase nunca depende unicamente da vontade pessoal.
Mas fazer as coisas do seu jeito é uma forma de não ter dor de consciência.
E isso eu tentei, sem dor na consciência, alguns arrependimentos ainda.
Eu não quero competir, ganhar ou perder, ou prevalecer sobre tudo isso.
Só quero a paz, para e mim e para você, talvez nós dois...
terça-feira, 17 de maio de 2011
The dark side of the moon.
...Ninguém se torna o que é do nada, acorda assim...
As coisas não caem do céu, e tudo se tornam num passe de mágica.
É difícil perceber algo em uma pessoa que não damos a mínima.
Se ela for um "anônimo", tal qual somos.
Se ela for um "anônimo", tal qual somos.
Cada vez vale mais o seu "status", e o que é? estar na Tv?
Um cara que se acha foda por ter transado com 100 mulheres na vida?
Dizem que quando a gente morre a vida passa como um flash diante dos olhos.
Ninguém conseguiria pensar em 100 mulheres nesse curto tempo.
Sempre deve ter a singular, a única ou pelo menos "aquela".
De tudo há sempre algo, digamos, favorito, marcante, diferenciado.
Em toda época da vida damos atenção a algo ou alguém que se destaca.
Algo que nos sustenta geralmente, que torna leve o fardo.
Uma música, uma pessoa, um lugar, uma garota...
Só que poucos entendem isso no outro.
Acham que é algo ínfimo ao seu julgamento, mas e se para nós importa?
O gosto pessoal não tem relevância? para mim importa, mesmo que para você não.
Só porque não é algo que vá contribuir para a paz mundial, mas é algo por mim.
Não sei dizer quando, mas em algum momento aquilo fez a diferença.
Antes alguém tivesse dito, é mais fácil perceber quando nos falam.
O problema é quando nos acostumamos com isso, esperamos nos mostrarem.
Aquela pessoa que se torna o que é, pelas coisas que percebeu.
A lua tem seu lado escuro, mas só a vêmos quando o sol brilha sobre ela.
Vai ver o segredo está em ver o lado escuro da lua.
"there is no dark side of the moon really… matter of fact it is all dark."¹
¹frase final no album The Dark Side of the Moon - Pink Floyd (1973)
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