O tempo e suas previsões, máximas e mínimas, pancadas de chuva ou céu claro dependendo da região...
Expectativas e frustações, aprendizados e seus erros insistentes, horas certas e erradas, sua pressa e seu atraso....
O que escapa e o que está ao nosso controlhe?
O tempo e sua inerência ao ser humano, somos capazes de reconhecer e organizar a ocorrência dos eventos percebidos pelos nossos sentidos?
Em verdade vos digo caríssimos irmãos e irmãs, nossos sentidos estão aguçados na arte de nos enganar com percepções quase sempre distorcidas da realidade.
Fato é que não sabendo definí-lo, tomamos por aceitar através de um louco-gênio a sua relatividade, e daí interpretarmos o mesmo da maneira que nos convêm, mas obedecendo suas regras sobrepostas.
Olhando números e nos iludindo ter seu controlhe, ou olhando para o céu fingindo perceber sua mudança, tenhamos consciência de que é ele que nos domina, afinal estamos a séculos sendo bons samaritanos subordinados.
Se a vida é o dever que trouxemos para fazer em casa, o tempo seria aquele professor particular chato que fica em cima de nós a todo momento, não nos deixando descansar enquanto a tarefa ainda não está acabada.
sábado, 9 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Ósculo racional e trivial.
Bom aqui estou, em um instinto "foda-se vou falar sobre meu dia, e não um conto de fadas..." e isso basta.
No meu mundo, paralelo e refletindo esse que deveria ser o real, mas na verdade é a ilusão.
Aqui fico nú, e ninguém me prende por atentado ao pudor, livre de frescuras hipócritas e preconceitos.
Um lugar fora da minha cabeça, mas que exista tudo que nela está contida, quase exatamente.
Psicografando a minha alma, talvez tentando enchergá-la, crer que ela exista em algum lugar.
Como um soco no coração, e um carinho na razão, e quê, razão? isso seria a loucura da minha lucidez.
Cansado desse egocentrismo e censura de pessoas que odeiam discutir opiniões, talvez seja isso.
Isso que me faz ficar tempos e tempos perdido dentro de mim mesmo, tentando descobrir uma cura.
Sem compreensão a coexistência se torna mais uma utopia.
Não quero algo eterno, basta que fique na minha memória e ela o torne um "pra sempre".
Porque de nada vale uma duração sem profundidade alguma, a paixão não é uma escolha.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
!?
Talvez você entenda meus sonhos, não me entendo nem acordado. Seria estranho se não fosse tão comum...
Queria te fazer uma canção, algo interessante, mas saber ser criativo e alegre nesse caos é um dom.
Então te faço um carinho, expressando meu sentimento, e me protegendo da solidão...
Não tenhamos medo do futuro, só me faça crer que você estará aqui quando eu acordar, sonhamos juntos.
Mas as coisas boas quase sempre são imprevisíveis, mas o que poder para sorrir devemos fazer.
Sem pensar no que poderíamos ter feito, ou faremos, só o presente pode fazer a diferença.
Mais me importa a motivação à satisfação. E é esse talvez o segredo, a motivação.
O que me fez sair do lugar, querer chegar lá, e faz tudo e nada não ter diferença.
Eu preciso te tirar sério.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Rua na madrugada vazia.
Me leve para sua casa, quero conhecer seu paraíso, pois minha alvorada hoje tarda.
Minha lua escura nada ilumina, nem o mar ou a praça do relógio.Queria eu andar por ruas antes jamais trafegadas.
Conhecer seus interiores e sua capitais, com ar desbravador.
Ouvindo blues, ou lendo Nelson, nada mais cativante.
Me leve para sua casa, quero conhecer seu paraíso, pois minha alvorada hoje tarda.
Só a neblima a cobrir os caminhos, nada para ver ou ouvir.
Está ficando escuro, escuro demais para ver.
Nem um simples poste a iluminar, mas percorre vozes ao silêncio.
A madrugada fria já se apresenta, minha pele sente seus efeitos.
Me leve para sua casa, quero conhecer seu paraíso, pois minha alvorada hoje tarda.
As estrelas não me mostram caminho algum, só confundem ainda mais.
E de quê ainda me resta olhar o céu se nada vejo na terra.
Procuro nessas águas a resposta, sabendo que elas só aliviam.
Nessa fumaça que me faz esvair, e enche meu pumões nada vazios.
Me leve para sua casa, quero conhecer seu paraíso, pois minha alvorada hoje tarda.
Fechando os olhos, você iria me querer perdido?
Ou melhor, rosto triste, errante e desvairado?
Ainda posso ser honesto, assim você me deseja?
Ainda quebro, ainda estou quebrado, você correria esse risco?
Nada... esqueça só um pedido, uma promessa, algo mais.
Me leve para sua casa, quero conhecer seu paraíso, pois minha alvorada hoje tarda.
terça-feira, 5 de abril de 2011
O ABC das horas desordenadas.
Atravessando o dia, resistindo a velocidade do tempo ou sua demora.
A cidade se perde em sonhos mórbidos, na verdade nada é o que parece ser.
As pessoas enlouquecem calmamente, viciosamente sem prazer ou querer.
Algumas peças por achar, não sabendo onde encaixa-las.
Alterando obcessões, transformando novos costumes.
Abrindo o peito, libertando anjos e demônios internos.
Bastaram alguns dias para variar as coisas, e nada sair do lugar.
Buscando uma paz em meio ao barulho, incessante e conturbado.
Batendo cabeça com coisas simples, e complicando-as sem querer...
Banindo o própio desejo consciente, inconsciente, desatino.
Banalizando o amor, e amando banalidades.
Brigando com a calma, e o tédio de um dia agitado.
Caindo ou flutuando, sentindo o corpo sem tocar o chão.
Criando imagens, realidade se transformando em ficção.
Crenças sendo opiniões, e opiniões sendo crenças.
Cautela para não se perder, mesmo sem saber onde está.
Cuidado, abrir os olhos pode fazer você não enchergar as coisas direito.
A cidade se perde em sonhos mórbidos, na verdade nada é o que parece ser.
As pessoas enlouquecem calmamente, viciosamente sem prazer ou querer.
Algumas peças por achar, não sabendo onde encaixa-las.
Alterando obcessões, transformando novos costumes.
Abrindo o peito, libertando anjos e demônios internos.
Bastaram alguns dias para variar as coisas, e nada sair do lugar.
Buscando uma paz em meio ao barulho, incessante e conturbado.
Batendo cabeça com coisas simples, e complicando-as sem querer...
Banindo o própio desejo consciente, inconsciente, desatino.
Banalizando o amor, e amando banalidades.
Brigando com a calma, e o tédio de um dia agitado.
Caindo ou flutuando, sentindo o corpo sem tocar o chão.
Criando imagens, realidade se transformando em ficção.
Crenças sendo opiniões, e opiniões sendo crenças.
Cautela para não se perder, mesmo sem saber onde está.
Cuidado, abrir os olhos pode fazer você não enchergar as coisas direito.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Liberte seus olhos e abra sua mente.
Lá ela estava, uma taça de vinho na mão, sorrindo como sempre.
Olhar distraído, mas uma visão firme, de quem tudo sabe mas nada vê.
Mexeu seu cabelo, como passando perfume, exalou o salão.
Movimentos precisos e desleichados, esperta mas simplesmente não liga.
Olhar distraído, mas uma visão firme, de quem tudo sabe mas nada vê.
Mexeu seu cabelo, como passando perfume, exalou o salão.
Movimentos precisos e desleichados, esperta mas simplesmente não liga.
Você não pode ter sempre o que quer, mas se você tentar às vezes...
Umas banda tocava, dizendo "liberte seus olhos e abra sua mente."
Nada fazia sentido, tudo parecia fora de lugar, só ela unia todas as coisas.
Ela disse que queria dançar, agora vamos nos desligar desse mundo.
Talvez nesse momento eu tenha sonhado, não só uma dança,
eu a guardei em meus braços.
Você não pode ter sempre o que quer, mas se você tentar às vezes...
Depois da meia-noite, nós vamos deixar tudo para fora.
Depois da meia-noite, nós vamos gritar, vamos estimular alguma ação;
Nós vamos ter alguma satisfação, descobrir tudo o que isso é.
Talvez vamos conversar e causar deconfiança, ou nos calar e deixar tudo perfeito.
Você não pode ter sempre o que quer, mas se você tentar às vezes...
Ela ainda lá sentada com seu copo de vinho, não a me esperar.
Eu também não estava a sua espera...
Parece bem mais fácil e menos doloroso fechar os olhos.
Seguir uma inércia alienada e alheia a sentimentos incontroláveis.
Mas é bom as vezes relaxar e só curtir as coisas boas, pela sua efêmeridade se tornam especiais.
Você não pode ter sempre o que quer, mas se você tentar algumas vezes, sim.
Encontrará o que precisa ou o quer.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Pré Epitáfio
Eu não pedi pra nascer, e tô pagando pra ver. Nem vou bancar de vítima da circunstâncias.
Minha liberdade tem me oprimido, reduzindo tudo a nada.
E de quê adianta não saber o fazer?
Não perder tempo pensando no certo ou o errado, chega de dógmas.
Cada ação feita tem sua consequência, pensar antes é o que basta.Minha liberdade tem me oprimido, reduzindo tudo a nada.
E de quê adianta não saber o fazer?
Vou escrevendo pra tentar me entender, não só um capricho.
Cada pessoa é um livro, conteúdos a parte...
Ainda nos julgam capa por capa, o que resta é cuidar bem do encarte.
Interessante poder ler, cada auto-crítica deve ser analisada, antes de abrirmos a boca.
Não se preocupe, temos todo o tempo do mundo.
Deus está lá me esperando, quando morrer sim agradeço.
Agradecer por ter vivído do meu jeito, por poder experimentar tudo.
Sem pedir perdão, eu quis tudo, sem arrependimentos hipócritas.
Fui fiel a mim, segui meu caminho, e isso que importa.
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