Eis que abro o olho...
Acordo com o som da chuva, parecia a mesma da noite anterior.
Um daqueles dias que simplesmente não dá pra se levantar de uma vez.
Quanto mais a cabeça começa à funcionar normalmente, mais ela vai ficando pesada...
Tantas coisas foram pensadas e agora chegamos à beira do abismo, e olhamos para baixo.
Nosso reflexo... Mostrando que nunca chegamos lá.
Fazemos planos,
mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá....
Tem dias que a gente só acorda e pensa:
foda-se... talvez eu só devesse bater uma, fumar um cigarro e voltar pra cama....
Se o mundo fosse justo, chuva só cairia nas madrugadas de segunda à quinta,
e domingos de manhã cedo e começo da tarde
(jogar aquela pelada na chuva, e reservar a sagrada sexta e o sábado...).
O quão parece simples acordar e fazer o que se gosta...
Outro dia na fábrica de sonhos.
Uma cama fria é só a espera de algo pra confortar e aquecer.
Uns colecionam travesseiros,
outros canibais preferem pele humana. Quente. Viva...
Acordei com a cama fria, as paredes, o lençol, cobertor...
O gosto amargo da solidão na boca.
Sem vontade de acordar, sem vontade de dormir...
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sábado, 9 de junho de 2012
Entre amigos, só mais um encontro.
Rimos nossas alegrias ébrias durante a noite.
Pequenos gestos, grandes palavras e sutis toques.
No fim da conta quase todos vão para o mesmo lugar amistoso.
Deitamos como se o quarto vazio fosse preenchido centímetro a centímetro.
Nos confundimos, nos trocamos, nos tragamos, nos deixamos, nos permitimos.
Cuidei de tocá-la como se desatasse um nó, e estudando cada detalhe de um livro.
Falamos como se o infinito fosse próximo, tanto que não é preciso pressa para mais nada.
Cresce uma proximidade, ficamos tão próximos que é preciso observar
quem é quem afinal.
Adormece em mim com a leveza de que se lança no ar, cai profundamente,
serena e insensata.
Acontece...ainda incrédulo lembro daquela imagem que como um quadro desenhei,
mentalmente.
Impulso, vontade... passa... deveria ter passado já... só mais uma boa lembrança... ...?
Rimos nossas alegrias ébrias durante a noite.
Pequenos gestos, grandes palavras e sutis toques.
No fim da conta quase todos vão para o mesmo lugar amistoso.
Deitamos como se o quarto vazio fosse preenchido centímetro a centímetro.
Nos confundimos, nos trocamos, nos tragamos, nos deixamos, nos permitimos.
Cuidei de tocá-la como se desatasse um nó, e estudando cada detalhe de um livro.
Falamos como se o infinito fosse próximo, tanto que não é preciso pressa para mais nada.
Cresce uma proximidade, ficamos tão próximos que é preciso observar
quem é quem afinal.
Adormece em mim com a leveza de que se lança no ar, cai profundamente,
serena e insensata.
Acontece...ainda incrédulo lembro daquela imagem que como um quadro desenhei,
mentalmente.
Impulso, vontade... passa... deveria ter passado já... só mais uma boa lembrança... ...?
quinta-feira, 7 de junho de 2012
How does it feel...
Como você se sente? olho daqui de baixo você ai crucificado por defender seus pensamentos.
Vale a pena se firmar tanto em si mesmo? sei lá... ninguém nunca realmente entende, ou
a gente mesmo fica tão cego que não enxergamos que estamos fazendo já besteira?
Alguns avisam, dizem "não faça isso que você só vai se ferrar", outros jogam pedras que
você sente, tenta ignorar mas sente. Daí você tem uma visão que acredita tanto ser
verdadeira que vai até o fim... Bem acabou dessa forma.
Como você se sente? quando começou parecia tão natural, tão tranquilo e agora isso..
Amigo traído, tentado, abandonado... foi assim?
Agora muitos falam por ti hoje em dia, mas permaneces em silêncio... será que é isso?
o melhor é ficar calado mesmo?
...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Criando um grupo.
Surgiu a ideia de criar um grupo no facebook... talvez só mais um grupo, talvez
um lugar para bater um papo honesto em meio a tantos disfarces...
Surgiram sugestões de nomes como: Entre silêncios e gemidos, Livre e Restrito etc...
O que me alegra é saber que não sou o único que sente falta de poder
expressar por entre palavras nuas, despido de qualquer pudor ou censura
o que quer que seja.
Sim, hoje temos nossa liberdade de expressão garantida constitucionalmente,
mas será que temos liberdade ética e moral pra sermos nós mesmos?
É confuso, muitas vezes nem nós mesmo nos reconhecemos, que dirá quem
está por fora...
Um palavrão, uma atitude impulsiva, uma roupa mais curta, um cigarro ou
uma bebida. O problema é encontrar na sociedade muitos juízes e poucos
dispostos a sentar no banco dos réus.
E por que eu deveria ter de escolher entre ser condenador ou condenado?
Quero deixar um pouco o dever de lado e usufruir mais dos meus direitos,
Sem ser responsável ou irresponsável, apenas ser eu mesmo...
Posso?
um lugar para bater um papo honesto em meio a tantos disfarces...
Surgiram sugestões de nomes como: Entre silêncios e gemidos, Livre e Restrito etc...
O que me alegra é saber que não sou o único que sente falta de poder
expressar por entre palavras nuas, despido de qualquer pudor ou censura
o que quer que seja.
Sim, hoje temos nossa liberdade de expressão garantida constitucionalmente,
mas será que temos liberdade ética e moral pra sermos nós mesmos?
É confuso, muitas vezes nem nós mesmo nos reconhecemos, que dirá quem
está por fora...
Um palavrão, uma atitude impulsiva, uma roupa mais curta, um cigarro ou
uma bebida. O problema é encontrar na sociedade muitos juízes e poucos
dispostos a sentar no banco dos réus.
E por que eu deveria ter de escolher entre ser condenador ou condenado?
Quero deixar um pouco o dever de lado e usufruir mais dos meus direitos,
Sem ser responsável ou irresponsável, apenas ser eu mesmo...
Posso?
sábado, 26 de maio de 2012
Eu fumava aquele que deveria ser o ultimo cigarro da noite antes de ir dormir,
enquanto ouvia uma musica e tentava não pensar em muita coisa meu celular tocou.
Era uma garota que a um tempo vinhamos conversando, ela elogia as coisas que
escrevia e todo mundo sabe o quanto o homem é vítima do seu próprio ego.
Eu não sabia seu sobrenome ao certo e duvido que ela soubesse qual o mês
do meu aniversário, apenas nos demos bem em algum instante quando nos
conhecemos pela internet.
No começo as formalidades de "oi, tudo bem? o que cê tá fazendo?..." até que
finalmente ela pergunta se pode passar na minha casa pra gente beber algo e conversar,
"claro..." por que não?.
Bem... 20 minutos depois ela bate a campainha, desço pra atender a porta e a vejo,
estava realmente linda, ou melhor dizendo, encantadora. É incrível como certas mulheres
tem esse poder de se transformarem apenas penteando o cabelo para o outro lado ou
mudando a cor do batom.
Entramos, subimos a escada e fomos para minha sacada.
Acho que deve existir uma equação de proporcionalidade inversa entre o vinho e o pudor.
Após restarem apenas uns dois dedos da garrafa já estávamos surdos o suficiente para só
conseguirmos falar ao pé do ouvido um do outro.
Aquele sussurro que esquenta a orelha seguido de uma língua que acaricia o lóbulo.
As unhas sendo cravadas na nuca chegando quase sem querer e logo chamando a atenção
do corpo inteiro, que responde ao chamado.
Minha intenção não é narrar um conto erótico então bastam esses detalhes.
O que me intriga é que passados alguns minutos, horas e dias... é como se fôssemos
completos estranhos.
Incapazes de marcar uma tarde pra passear no parque, ir ao cinema, almoçar juntos.
E eu achava que o ápice da intimidade era a relação sexual.
Antes eu tivesse meus 15 anos e me deparasse com situações desse tipo,
iria provavelmente contar para meus amigos com orgulho como se tivesse zerado um jogo
muito difícil ou feito um gol na partida final dos jogos internos do colégio.
Muitas pessoas estranham, acham que eu só sei reclamar, que sou um velho precoce ranzinza.
Talvez seja verdade, mas acho que no século XXI o sexo é superestimado,
quase deixa de ser uma questão de "quem" e passa a ser de "quantos" e "quando".
Esse aumento quantitativo em detrimento do qualitativo é que me fode a cabeça,
me faz as vezes não ver tanta diferença entre uma masturbação e transar com uma garota.
Fora que só em pensar que a garota que tenho em meus braços só está assim por ter
ficado entediada de ver televisão, isso já me deixa frustrado.
Tudo bem, você não precisa esperar pelo idiota do príncipe encantando o a pati vadia da
princesa, mas se iremos passar algum momento que seja juntos isso deveria importar.
Deveria importar olhar nos olhos, saber como foi o dia, se você gosta mais de Beatles ou
Rolling Stones.
Afinal se fosse apenas por uma mera necessidade fisiológica todos temos auto-satisfação
ao alcance das mãos.
enquanto ouvia uma musica e tentava não pensar em muita coisa meu celular tocou.
Era uma garota que a um tempo vinhamos conversando, ela elogia as coisas que
escrevia e todo mundo sabe o quanto o homem é vítima do seu próprio ego.
Eu não sabia seu sobrenome ao certo e duvido que ela soubesse qual o mês
do meu aniversário, apenas nos demos bem em algum instante quando nos
conhecemos pela internet.
No começo as formalidades de "oi, tudo bem? o que cê tá fazendo?..." até que
finalmente ela pergunta se pode passar na minha casa pra gente beber algo e conversar,
"claro..." por que não?.
Bem... 20 minutos depois ela bate a campainha, desço pra atender a porta e a vejo,
estava realmente linda, ou melhor dizendo, encantadora. É incrível como certas mulheres
tem esse poder de se transformarem apenas penteando o cabelo para o outro lado ou
mudando a cor do batom.
Entramos, subimos a escada e fomos para minha sacada.
Acho que deve existir uma equação de proporcionalidade inversa entre o vinho e o pudor.
Após restarem apenas uns dois dedos da garrafa já estávamos surdos o suficiente para só
conseguirmos falar ao pé do ouvido um do outro.
Aquele sussurro que esquenta a orelha seguido de uma língua que acaricia o lóbulo.
As unhas sendo cravadas na nuca chegando quase sem querer e logo chamando a atenção
do corpo inteiro, que responde ao chamado.
Minha intenção não é narrar um conto erótico então bastam esses detalhes.
O que me intriga é que passados alguns minutos, horas e dias... é como se fôssemos
completos estranhos.
Incapazes de marcar uma tarde pra passear no parque, ir ao cinema, almoçar juntos.
E eu achava que o ápice da intimidade era a relação sexual.
Antes eu tivesse meus 15 anos e me deparasse com situações desse tipo,
iria provavelmente contar para meus amigos com orgulho como se tivesse zerado um jogo
muito difícil ou feito um gol na partida final dos jogos internos do colégio.
Muitas pessoas estranham, acham que eu só sei reclamar, que sou um velho precoce ranzinza.
Talvez seja verdade, mas acho que no século XXI o sexo é superestimado,
quase deixa de ser uma questão de "quem" e passa a ser de "quantos" e "quando".
Esse aumento quantitativo em detrimento do qualitativo é que me fode a cabeça,
me faz as vezes não ver tanta diferença entre uma masturbação e transar com uma garota.
Fora que só em pensar que a garota que tenho em meus braços só está assim por ter
ficado entediada de ver televisão, isso já me deixa frustrado.
Tudo bem, você não precisa esperar pelo idiota do príncipe encantando o a pati vadia da
princesa, mas se iremos passar algum momento que seja juntos isso deveria importar.
Deveria importar olhar nos olhos, saber como foi o dia, se você gosta mais de Beatles ou
Rolling Stones.
Afinal se fosse apenas por uma mera necessidade fisiológica todos temos auto-satisfação
ao alcance das mãos.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Por que limitar-se?
O lado bom de não ser headbanger ou metaleiro é poder ouvir do St. Anger do Metallica
à Dimmu Borgir e até nu metal sem ninguém me enchendo o saco falando que sou poser.
O lado bom de não ser rockeiro é poder curtir reggae, soul, funk, samba, carimbó e até
os bregas antigos sem ninguém ficar no meu pé.
O lado bom de não ser ateu é não ser visto como um satanista ou as vezes até ir à igreja
com a família seja só pra conhecer a arquitetura.
O lado bom de não ser cachaceiro é poder sair pra baber com os amigos sem aquela coisa
de ficarem esperando que eu fique porre pra fazer todo mundo rir toda vez.
O lado bom de não ser maconheiro é poder escolher a hora que tiver vontade de dar um
pega sem ninguém me chamando de careta.
O lado bom de não querer me limitar a esteriótipos é a minha liberdade de expressão garantida.
Somo animais racionais, não precisamos ficar andando em bando como os outros...
à Dimmu Borgir e até nu metal sem ninguém me enchendo o saco falando que sou poser.
O lado bom de não ser rockeiro é poder curtir reggae, soul, funk, samba, carimbó e até
os bregas antigos sem ninguém ficar no meu pé.
O lado bom de não ser ateu é não ser visto como um satanista ou as vezes até ir à igreja
com a família seja só pra conhecer a arquitetura.
O lado bom de não ser cachaceiro é poder sair pra baber com os amigos sem aquela coisa
de ficarem esperando que eu fique porre pra fazer todo mundo rir toda vez.
O lado bom de não ser maconheiro é poder escolher a hora que tiver vontade de dar um
pega sem ninguém me chamando de careta.
O lado bom de não querer me limitar a esteriótipos é a minha liberdade de expressão garantida.
Somo animais racionais, não precisamos ficar andando em bando como os outros...
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Mais uma partida de poker.
Acho que eram 15hrs, eu tava dormindo
ainda quando um amigo me ligou pra fazer
alguma coisa no dia mais entediante
da semana, domingo.
Liguei pra um outro amigo, Burno, que é
meu vizinho e marcamos de jogar poker na casa dele.
Coloquei algumas musicas no pen drive e
peguei uma caixa de som pequena pra levar.
Quando saí de casa Borba, o amigo que
tinha me acordado já estava em frente
então fomos comprar uma carteira de
cigarro e algumas cervejas antes de chegar na casa do Bruno.
Chegamos e logo armamos a mesa para
começar o jogo, ouvindo musica e abrindo
uma por uma as 12 latinhas.
O jogo foi rolando, eu provavelmente
estava com sorte, não que eu não saiba jogar com as cartas, mas aquilo era
mesmo só pra passar o tempo.
Apostamos 3 reais cada um, divididos em 3
cores de fichas, e a essa altura eu já concentrava grande parte delas. Burno
ficou sem mais fichas e pegou mais 2$, Borba logo depois também ficou sem
fichas, então sobraram Burno e eu.
Eu continuei ganhando e estávamos rindo e
tirando barato um com o outro, principalmente com Borba, ele tem alguma
coisa... sei lá não lida muito bem com isso, já tinha percebido antes que ele
não aceita muito bem se sentir por baixo. Então ele colocou uma certa pilha pra
que apostássemos tudo em uma única jogada, All In.
Eu não queria arriscar perder tudo às
cegas, qualquer jogador não é tão idiota ao ponto
de apostar tudo o que vem ganhando em uma única jogada com uma pessoa com bem
menos fichas que você, mas como disse, Borba insistiu para que a jogada fosse feita.
de apostar tudo o que vem ganhando em uma única jogada com uma pessoa com bem
menos fichas que você, mas como disse, Borba insistiu para que a jogada fosse feita.
Talvez ele tenha ficado com raiva da forma
como nós ficamos tirando barato com a derrota dele, e eu não queria perder, mas
ele estava me enchendo o saco, por pouco eu não fiquei realmente puto.
De forma que no fim das contas eu pensei
"ah foda-se, é só um joguinho,
estamos apostando três reais, eu não
tô aqui pra ganhar dinheiro mesmo" e assim aconteceu. Perdi a última
jogada e todas as fichas que tinha ganhado até então, dessa forma Borba riu.
Riu bastante, sei lá soava quase como
um êxtase.
Não consegui disfarçar muito bem o
quanto eu tinha ficado puto em perder o jogo,
só pra não demonstrar o quanto eu
realmente estava de saco cheio daquela "disputa" idiota que já
parecia pessoal.
No fim de tudo saímos rindo e fomos pra
casa quase embriagados e sorridentes.
Mais uma vez o poker me ensina alguma
lição, as vezes o mérito vale mais que a vitória em si, por mais que
apenas você sinta ou saiba disso.
Talvez eu seja só um egocêntrico idiota
que não saiba perder também, espero descobrir antes que todos saibam.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Bukowski - trecho em "Notas de um velho safado".
[...] Mas o que estou tentando lhes dizer é o seguinte, que a razão pela qual
a maioria das pessoas está nas pistas de corrida é que elas estão agoniadas,
é isso aí, e estão tão desesperadas que se arriscarão a mais uma agonia ao
invés de encarar sua presente situação (?) perante a vida.
Agora, os figurões não chegam a ser nem a metade tão bundões quanto
nós pensamos que eles sejam. Eles sentam nos topos das montanhas estudando
o caminho das formigas. Você não acha que Johnson se sente orgulhoso de seu
umbigo? e você não se dá conta, ao mesmo tempo, que Johnson é um dos maiores
bunda-moles que jamais empurraram pra cima de nós?
Nós somos fisgados, esbofeteados e cortados em pedacinhos estupidamente.
Tão estupidamente que alguns de nós acabam finalmente amando nossos atormentadores
porque eles estão lá para nos atormentar de acordo com linhas lógicas de tortura.
E isto parece assim tão razoável, porque é tudo que existe.
Santa Anita está lá, Johnson está lá, e de um jeito ou de outro, nós os mantemos lá.
Nós construímos nossos próprios suplícios e berramos quando nossos genitais são
arrancados pelo protetor subnormal acenando a grande cruz de prata (o ouro anda escasso).
Deixem que isto explique, então, por que alguns de nós, se não a maioria, se não todos,
estamos lá num dia como 22 de março de 1968, uma tarde em Arcadia, Calif.
a maioria das pessoas está nas pistas de corrida é que elas estão agoniadas,
é isso aí, e estão tão desesperadas que se arriscarão a mais uma agonia ao
invés de encarar sua presente situação (?) perante a vida.
Agora, os figurões não chegam a ser nem a metade tão bundões quanto
nós pensamos que eles sejam. Eles sentam nos topos das montanhas estudando
o caminho das formigas. Você não acha que Johnson se sente orgulhoso de seu
umbigo? e você não se dá conta, ao mesmo tempo, que Johnson é um dos maiores
bunda-moles que jamais empurraram pra cima de nós?
Nós somos fisgados, esbofeteados e cortados em pedacinhos estupidamente.
Tão estupidamente que alguns de nós acabam finalmente amando nossos atormentadores
porque eles estão lá para nos atormentar de acordo com linhas lógicas de tortura.
E isto parece assim tão razoável, porque é tudo que existe.
Santa Anita está lá, Johnson está lá, e de um jeito ou de outro, nós os mantemos lá.
Nós construímos nossos próprios suplícios e berramos quando nossos genitais são
arrancados pelo protetor subnormal acenando a grande cruz de prata (o ouro anda escasso).
Deixem que isto explique, então, por que alguns de nós, se não a maioria, se não todos,
estamos lá num dia como 22 de março de 1968, uma tarde em Arcadia, Calif.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Belém-Pará-Brasil.
Deixando de lado um pouco os abstratos, resolvi falar um pouco da (in)solides social, política e econômica.
Observando como se encontra a evolução nesses aspectos no Brasil, influenciando na nossa região.
- Li hoje que a Abras (associação brasileira de supermercados) em acordo com o ministério público federal, irão estabelecer programas de incentivo a não comprar carne de fornecedores que desmatam. Bem, regularizar a pecuária na Amazônia realmente é necessário e urgente. Não só urgente como atrasado. A devastação de hectares florestais chega a 62.2% dos quase 720 mil km² que foram ocupados por pastagens, isso em um estudo do governo considerando os 9 estados da Amazônia Legal feito até 2008, o que é um número exorbitante perto dos 5% utilizados pela agricultura. Falta de investimentos em tecnologia rural junto com a precária e corrupta fiscalização se tornam um campo realmente fértil para a proliferação de latifundiários insanos visando lucro imediato a qualquer custo. Nem vou perder meu tempo pesquisando a evidente relação entre os deputados que elaboraram aquele código florestal sem precedentes na história e esse descaso com a ideia de desenvolvimento sustentável, que se não vetado pela presidente... Mas já um grande passo adiante esse acordo entre a Abras e o ministério público.
- Por aqui começamos as ações com uma lei que obriga comerciantes a usar sacolas plásticas oxibiodegradáveis. O processo é bem gradativo, a redução será de 50% até 2017 tendo em vista sairá bem mais caro para os comerciantes comprar as novas sacolas plásticas.
- Lembrando que esse ano teremos Rio+20, que nada mais é do que sobre economia sustentável e a "economia verde". Economia que será debatida na Cúpula dos Povos, que discorda aos modelos de produção ainda utilizados bem como suas consequências negativas no meio social. Mas entre esses dois eventos que estão sendo bem divulgados, o que me chamou mais atenção foi outro evento criado paralelamente denominado Xingu+23. Desenvolvido pelo movimento Xingu Vivo, que trata ainda mais do modelo de desenvolvimento na Amazônia, o que remete as obras em andamento de Belo Monte. Que além de debates também promoverá ações de rua em Altamira, visando levar para o Rio a disparidade entre a energia produzida em Belo Monte para indústrias e para a população, e as estatísticas que mostram o aumento no índice de violência na região devido a forte migração feita para a área do canteiro de obras da hidrelétrica. Esses índices incluem o aumento desde crimes sexuais à latrocínio, que teve um pavoroso aumentou de 500%!
- Em contra-partida, o governo do Pará tem fortalecido a relação comercial técnico-científica com a Malásia para o desenvolvimento da indústria de palma (que pode manufaturar vários produtos, como o óleo), que também quer junto ao Pará o crescimento da indústria da borracha em ambos os países.
- Enquanto isso acabamos de sair de uma greve de ônibus, que como consequência assegura melhorias para os trabalhadores do transporte público e encarece o preço da passagem, que agora está fazendo um ano desde o ultimo ajuste.
- O feijão vendido nos nossos supermercados alcançou a incrível marca de 65,25% em um ano, passando de R$ 2,54 para 5,85... se continuar assim, daqui a pouco feijão será só no almoço de domingo.
- Bom... nem preciso lembrar que esse ano ainda teremos eleições né, para o nosso Estado votar é obrigatório e conhecimento é opcional, portanto não se deixe levar por meia-dúzia de frases políticas manjadas.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Éden
Eu busco meu caminho.
Eu busco meu caminho para algo melhor.
Eu fico atento.
Eu fico atento para algo melhor.
Eu planto as sementes.
Eu planto as sementes que considero serem verdadeiras.
Mas um espinho... Um espinho de uma flor da semente que plantei,
agora me feri profundamente, eu simplesmente sangro.
Sangro sem conseguir estancar.
Quando a semente que você mesmo plantou se torna uma flor
que te feri, realmente há algo errado.
E eu só queria admirar um belo jardim.
Acreditava no Éden, que hoje me parece desmatado, em chamas.
Onde foram parar aquelas belas árvores onde eu ficava sentado
aproveitando a sombra?
Talvez seja eu um mal observador.
Talvez nunca existiu esse jardim fora da minha cabeça.
Tenho que aceitar a paisagem como ela é.
E deixar de lado essa vontade de ver uma flor sem espinhos.
Um Éden sem serpentes.
Eu busco meu caminho para algo melhor.
Eu fico atento.
Eu fico atento para algo melhor.
Eu planto as sementes.
Eu planto as sementes que considero serem verdadeiras.
Mas um espinho... Um espinho de uma flor da semente que plantei,
agora me feri profundamente, eu simplesmente sangro.
Sangro sem conseguir estancar.
Quando a semente que você mesmo plantou se torna uma flor
que te feri, realmente há algo errado.
E eu só queria admirar um belo jardim.
Acreditava no Éden, que hoje me parece desmatado, em chamas.
Onde foram parar aquelas belas árvores onde eu ficava sentado
aproveitando a sombra?
Talvez seja eu um mal observador.
Talvez nunca existiu esse jardim fora da minha cabeça.
Tenho que aceitar a paisagem como ela é.
E deixar de lado essa vontade de ver uma flor sem espinhos.
Um Éden sem serpentes.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Por onde andarão Iara e o Boto?
"O romantismo está fora de moda"
ouvi da boca da recente garota que conheci.
Estranho, eu achar que não, estranho eu cada vez mais achar
que ela está certa.
Tenho visto só carnes expostas, é tão simples.
Ir lá, pegar e dar o fora.
Lembrei da minha ultima namorada, e parece que
foi a ultima garota que conheci.
Hoje ela já nem parece existir mais, ainda nos falamos mas,
parece que ela simplesmente sumiu no dia em que terminei o
namoro e a vi me dando as costas e andando de volta para sua casa.
Me sinto como aquelas crianças que usam boias nos braços para
não afundar e só nadar na superfície.
Nada mais parece ter profundidade, todos parecem só querer ficar
no raso. Medo de se afogar?
Sei lá. Começo a perder a fé de que um dia poderei mergulhar novamente.
É legal no começo, as vezes... Só um lance casual e sem mais preocupações.
Mas sempre a mesma coisa...
Na verdade sinto falta de quase me afogar, perder o fôlego achar que vou
morrer e esse tipo de coisa que a gente sobrevive pra contar.
Perde o sentido quando o casual se torna uma rotina.
Não que sempre devemos conhecer o nome de cada parente antes de
ir pra cama, longe de mim fazer apologia ao sexo pós-casamento.
Mas é estranho que o sexo esteja deixando de ser algo íntimo,
parece que as pessoas tem vergonha é de se deixarem conhecer.
Ando pensando em parar de me debater tentando mergulhar e
simplesmente ir na correnteza e respirar facilmente.
Mas confesso sentir falta de olhar o fundo do mar.
Por onde andarão Iara e o Boto?
ouvi da boca da recente garota que conheci.
Estranho, eu achar que não, estranho eu cada vez mais achar
que ela está certa.
Tenho visto só carnes expostas, é tão simples.
Ir lá, pegar e dar o fora.
Lembrei da minha ultima namorada, e parece que
foi a ultima garota que conheci.
Hoje ela já nem parece existir mais, ainda nos falamos mas,
parece que ela simplesmente sumiu no dia em que terminei o
namoro e a vi me dando as costas e andando de volta para sua casa.
Me sinto como aquelas crianças que usam boias nos braços para
não afundar e só nadar na superfície.
Nada mais parece ter profundidade, todos parecem só querer ficar
no raso. Medo de se afogar?
Sei lá. Começo a perder a fé de que um dia poderei mergulhar novamente.
É legal no começo, as vezes... Só um lance casual e sem mais preocupações.
Mas sempre a mesma coisa...
Na verdade sinto falta de quase me afogar, perder o fôlego achar que vou
morrer e esse tipo de coisa que a gente sobrevive pra contar.
Perde o sentido quando o casual se torna uma rotina.
Não que sempre devemos conhecer o nome de cada parente antes de
ir pra cama, longe de mim fazer apologia ao sexo pós-casamento.
Mas é estranho que o sexo esteja deixando de ser algo íntimo,
parece que as pessoas tem vergonha é de se deixarem conhecer.
Ando pensando em parar de me debater tentando mergulhar e
simplesmente ir na correnteza e respirar facilmente.
Mas confesso sentir falta de olhar o fundo do mar.
Por onde andarão Iara e o Boto?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Ambivalência.
O silêncio da noite é uma faca de dois gumes, as vezes nos remete
a uma sensação de liberdade, as vezes é uma prisão.
Surgem esses redemoinhos de pensamentos sem muita coerência,
e acabam por se tornarem apenas segredos mentais.
Talvez a subconsciência seja nossa 'cache', e difícil de ser limpada,
lá estão todos nossos mistérios que não queremos solucionar.
Uma guerra religiosa, nova ameaça nuclear, um garoto confuso e armado
na sua escola, aquela garota em que você não para de pensar, o
trabalho da faculdade, mendigos na calçada, o tédio.
Now's time for your tears.
Será que eu realmente preciso seguir algo?
escolher algum caminho, andar nos trilhos...
Não duvidar é tão mais fácil, torna tudo mais simples, pegar
uma canoa e se lançar no mar, sem velas, sem remos.
Eu deveria ser um revolucionário? quem sabe ser leal e disciplinado...
Anarquista, comunista, nazista, democrata, republicano.
Ser sociável ou anti-social. Extrovertido ou introvertido?
Now's time for your tears.
Talvez eu devesse ser cego e tocar piano, ou usar uma cartola e
tocar guitarra. Quem sabe fumar charutos e ser psicanalista,
trançar os cabelos e ser hippie.
Um dia me sinta solitário demais e encontre conforto
em Jesus, ou veja o mundo caótico demais e vá me isolar em um
mosteiro encontrar tranquilidade.
Now's time for your tears.
Querendo sair e encontrar os amigos em um bar, dançar e conversar.
Ficar deitado em uma rede na sacada lendo um livro, ligar a TV e assistir novela.
Jogar futebol, sentar em um canto e desenhar.
Ir a praia ou jogar video-game.
Now's time for your tears.
Acordar as 6 horas da manhã e ir caminhar no bosque.
Beber a noite toda e desmaiar na cama.
Now's time for your tears.
Até não restar mais tantas opções...
Now's time for your tears.
a uma sensação de liberdade, as vezes é uma prisão.
Surgem esses redemoinhos de pensamentos sem muita coerência,
e acabam por se tornarem apenas segredos mentais.
Talvez a subconsciência seja nossa 'cache', e difícil de ser limpada,
lá estão todos nossos mistérios que não queremos solucionar.
Uma guerra religiosa, nova ameaça nuclear, um garoto confuso e armado
na sua escola, aquela garota em que você não para de pensar, o
trabalho da faculdade, mendigos na calçada, o tédio.
Now's time for your tears.
Será que eu realmente preciso seguir algo?
escolher algum caminho, andar nos trilhos...
Não duvidar é tão mais fácil, torna tudo mais simples, pegar
uma canoa e se lançar no mar, sem velas, sem remos.
Eu deveria ser um revolucionário? quem sabe ser leal e disciplinado...
Anarquista, comunista, nazista, democrata, republicano.
Ser sociável ou anti-social. Extrovertido ou introvertido?
Now's time for your tears.
Talvez eu devesse ser cego e tocar piano, ou usar uma cartola e
tocar guitarra. Quem sabe fumar charutos e ser psicanalista,
trançar os cabelos e ser hippie.
Um dia me sinta solitário demais e encontre conforto
em Jesus, ou veja o mundo caótico demais e vá me isolar em um
mosteiro encontrar tranquilidade.
Now's time for your tears.
Querendo sair e encontrar os amigos em um bar, dançar e conversar.
Ficar deitado em uma rede na sacada lendo um livro, ligar a TV e assistir novela.
Jogar futebol, sentar em um canto e desenhar.
Ir a praia ou jogar video-game.
Now's time for your tears.
Acordar as 6 horas da manhã e ir caminhar no bosque.
Beber a noite toda e desmaiar na cama.
Now's time for your tears.
Até não restar mais tantas opções...
Now's time for your tears.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Abstrato.
A cidade das luzes ofuscantes.
Ainda me surpreendo quando encontro ocasionalmente alguém vivendo seu sonho.
Mesmo acordados, teimam em simplesmente não abrir os olhos. A ignorância é
é quase uma dádiva, permitindo viver sem se ferir, sem ter medo.
Tenho andado um tanto reservado, como quem espera uma festa chata ficar legal.
Não importa. Por mais que tenhamos perdido completamente a fé sempre há um
pouco de uma esperança ridícula demais para ser confessada.
Mas um bom jogador sempre deve ter uma boa desculpa.
Já é preciso um certo esforço e uma dose de boa vontade misturadas com álcool,
assim é possível sobreviver a um momento de "cair na real".
Amigos, desconhecidos, parentes, pessoas e mais pessoas.
Sempre espero algo de novo no meio de uma generalização,
mas quando percebo que se deixam ser somente tijolos em uma parede...
se permitem serem padronizadas, feitas sob medida, isso me deixa puto.
Perco o fôlego e todo o tesão na vontade de conhecer.
Repetindo gestos, gírias, tudo parece se tornar uma grande modinha no senso comum.
Caí no meu patético desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos
bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam,
eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero
magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das
encrencas. Tentando ser bom com os outros muitas vezes tenho a consciência
reduzida a uma espécie de "faz-de-conta".
Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles parecem
broncos demais para perceber que eu não estou mais ali.
Ainda me surpreendo quando encontro ocasionalmente alguém vivendo seu sonho.
Mesmo acordados, teimam em simplesmente não abrir os olhos. A ignorância é
é quase uma dádiva, permitindo viver sem se ferir, sem ter medo.
Tenho andado um tanto reservado, como quem espera uma festa chata ficar legal.
Não importa. Por mais que tenhamos perdido completamente a fé sempre há um
pouco de uma esperança ridícula demais para ser confessada.
Mas um bom jogador sempre deve ter uma boa desculpa.
Já é preciso um certo esforço e uma dose de boa vontade misturadas com álcool,
assim é possível sobreviver a um momento de "cair na real".
Amigos, desconhecidos, parentes, pessoas e mais pessoas.
Sempre espero algo de novo no meio de uma generalização,
mas quando percebo que se deixam ser somente tijolos em uma parede...
se permitem serem padronizadas, feitas sob medida, isso me deixa puto.
Perco o fôlego e todo o tesão na vontade de conhecer.
Repetindo gestos, gírias, tudo parece se tornar uma grande modinha no senso comum.
Caí no meu patético desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos
bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam,
eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero
magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das
encrencas. Tentando ser bom com os outros muitas vezes tenho a consciência
reduzida a uma espécie de "faz-de-conta".
Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles parecem
broncos demais para perceber que eu não estou mais ali.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Degraus
Descendo a escada...
Ouço longe uma voz, um clamor..
Chega ao meu ouvido quase como um sussurro ofegante.
São quase 5 horas da manhã e eu só queria tomar um copo d'água.
Mas não pude deixar de perceber aquele ruido...
Descendo os degraus fica mais bizarro com a escuridão.
Não sinto medo, parece até engraçado um grito na madrugada.
E continuo descendo, tentando não escorregar e cair de uma vez só,
não ligo a luz, gosto de me aventurar e desafiar cada degrau.
Gritos se misturam entre gargalhadas e canções.
Já nem parece tão estranho, de repente já me vejo querendo estar lá.
Só quem desce uma escada sabe o quanto é fácil e convidativo.
A vontade de acelerar de vez, seja por curiosidade, ânsia de chegar logo ou
só por diversão de se jogar aceleradamente.
E quando me vejo cada vez mais próximo acelero os passos.
"É na sala, isso só pode vir da sala, qualquer ocasião caseira começa na sala."
Corri pra sala, tropeçando em cada móvel que havia pela frente.
Nem quis saber se estava tudo completamente escuro.
Somente a luz do vizinho que invadia a casa pelo portão de vidro na frente.
Então um ultimo suspiro seguido de silêncio, nada além de silêncio.
Só o espelho na parede me encarando mesmo sem que eu olhasse em seus olhos
eu sabia que estava me encarando...
Só quem já subiu uma escada sabe o quanto é chato ter de voltar...
Ouço longe uma voz, um clamor..
Chega ao meu ouvido quase como um sussurro ofegante.
São quase 5 horas da manhã e eu só queria tomar um copo d'água.
Mas não pude deixar de perceber aquele ruido...
Descendo os degraus fica mais bizarro com a escuridão.
Não sinto medo, parece até engraçado um grito na madrugada.
E continuo descendo, tentando não escorregar e cair de uma vez só,
não ligo a luz, gosto de me aventurar e desafiar cada degrau.
Gritos se misturam entre gargalhadas e canções.
Já nem parece tão estranho, de repente já me vejo querendo estar lá.
Só quem desce uma escada sabe o quanto é fácil e convidativo.
A vontade de acelerar de vez, seja por curiosidade, ânsia de chegar logo ou
só por diversão de se jogar aceleradamente.
E quando me vejo cada vez mais próximo acelero os passos.
"É na sala, isso só pode vir da sala, qualquer ocasião caseira começa na sala."
Corri pra sala, tropeçando em cada móvel que havia pela frente.
Nem quis saber se estava tudo completamente escuro.
Somente a luz do vizinho que invadia a casa pelo portão de vidro na frente.
Então um ultimo suspiro seguido de silêncio, nada além de silêncio.
Só o espelho na parede me encarando mesmo sem que eu olhasse em seus olhos
eu sabia que estava me encarando...
Só quem já subiu uma escada sabe o quanto é chato ter de voltar...
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Se valer a pena...
Só mais um erro, só mais uma tentativa.
Estive errado e errando, tolo e me achando esperto.
Deixei de lado tanta coisa, coisas talvez fizessem a diferença agora.
Por algo que nunca foi certo, por algo que nunca foi justo.
Quantas vezes precisei e precisarei quebrar a cara?
Sempre digo que é a última e com os dentes quebrados finjo sorrir.
Ninguém me engana mais do que eu mesmo.
Riscos sempre existiram e não deixarão de existir,
preciso aprender a medir melhor os ganhos e perdas disso.
Antes alguém tivesse me avisado... fui avisado e não quis saber,
segui minha linha de raciocínio achando que é melhor errar do que
nem tentar.
-Você tentou, com tudo o que tinha em mãos, e nada feito, satisfeito?
-Não. Fui me expor mais uma vez e aqui estou.
Bonzinhos e malvados não, fizemos as nossas escolhas.
-Não dá pra agradar, nem é pra agradar, a vida é de cada um.
Foda-se se se você não gosta da situação, você não tem controle sobre tudo.
No máximo é controlar a si mesmo, seus atos perante essa armadilha.
Um pouco de orgulho próprio e umas doses de serenidade.
Talvez você não seja o que quer, mas pode ser quem você quiser.
Não se venda por alguns trocados, ou se venda se isso lhe servir.
Pode perder uma noite de sono ou curtir a manhã, um pouco dos dois.
Mas uma coisa é certa, nada volta como era antes.
Só preciso saber que no fim ninguém se importará mais comigo do que eu mesmo.
Tenho de me cuidar...
Estive errado e errando, tolo e me achando esperto.
Deixei de lado tanta coisa, coisas talvez fizessem a diferença agora.
Por algo que nunca foi certo, por algo que nunca foi justo.
Quantas vezes precisei e precisarei quebrar a cara?
Sempre digo que é a última e com os dentes quebrados finjo sorrir.
Ninguém me engana mais do que eu mesmo.
Riscos sempre existiram e não deixarão de existir,
preciso aprender a medir melhor os ganhos e perdas disso.
Antes alguém tivesse me avisado... fui avisado e não quis saber,
segui minha linha de raciocínio achando que é melhor errar do que
nem tentar.
-Você tentou, com tudo o que tinha em mãos, e nada feito, satisfeito?
-Não. Fui me expor mais uma vez e aqui estou.
Bonzinhos e malvados não, fizemos as nossas escolhas.
-Não dá pra agradar, nem é pra agradar, a vida é de cada um.
Foda-se se se você não gosta da situação, você não tem controle sobre tudo.
No máximo é controlar a si mesmo, seus atos perante essa armadilha.
Um pouco de orgulho próprio e umas doses de serenidade.
Talvez você não seja o que quer, mas pode ser quem você quiser.
Não se venda por alguns trocados, ou se venda se isso lhe servir.
Pode perder uma noite de sono ou curtir a manhã, um pouco dos dois.
Mas uma coisa é certa, nada volta como era antes.
Só preciso saber que no fim ninguém se importará mais comigo do que eu mesmo.
Tenho de me cuidar...
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Carta extraviada...
TuTi S2
Estar ao teu lado é sempre bom :), é como estar em casa de pijama,
assistindo sessão da tarde, fácil e muito confortável.
Eu só preciso ser eu mesma e é incrível como você gosta disso, ou pelo menos atura.
Fazes falta e me deixas cheia também u.u .
Tu és um saco e teu abraço é tão confortável *-*
Eu ficaria com você, mas eu não mando no meu nariz e coisas ruins podem
voltar a acontecer :( , e não quero te ver triste, eu quero rir com você
de tudo isso sabe...
Queria eternizar os nossos momentos juntos porque são tão únicos *-*
tão felizes, até com raiva você me faz bem, cara eu vivo com o humor ácido D:
ai você vem com seu jeito básico D: e me neutraliza, me acalma, de algum modo
você tem poder sobre mim '-', e isso me preocupa, me deixa sem jeito e
me faz ter certeza que pra onde eu for, um dia eu acabo voltando pra você, de alguma forma.
Eu queria que ficasse certo que num passado existiu eu e você juntos, felizes,
e lá somos felizes até demais.
Hoje eu já não sou a mesma pessoa, e você também não.
Mas esse amor que existiu é nosso, e nada pode mudar isso.
J.F
Estar ao teu lado é sempre bom :), é como estar em casa de pijama,
assistindo sessão da tarde, fácil e muito confortável.
Eu só preciso ser eu mesma e é incrível como você gosta disso, ou pelo menos atura.
Fazes falta e me deixas cheia também u.u .
Tu és um saco e teu abraço é tão confortável *-*
Eu ficaria com você, mas eu não mando no meu nariz e coisas ruins podem
voltar a acontecer :( , e não quero te ver triste, eu quero rir com você
de tudo isso sabe...
Queria eternizar os nossos momentos juntos porque são tão únicos *-*
tão felizes, até com raiva você me faz bem, cara eu vivo com o humor ácido D:
ai você vem com seu jeito básico D: e me neutraliza, me acalma, de algum modo
você tem poder sobre mim '-', e isso me preocupa, me deixa sem jeito e
me faz ter certeza que pra onde eu for, um dia eu acabo voltando pra você, de alguma forma.
Eu queria que ficasse certo que num passado existiu eu e você juntos, felizes,
e lá somos felizes até demais.
Hoje eu já não sou a mesma pessoa, e você também não.
Mas esse amor que existiu é nosso, e nada pode mudar isso.
J.F
domingo, 30 de outubro de 2011
Além do que se vê.
"No presente a mente, o corpo é diferente.
E o passado é uma roupa que não me serve mais...."
Mas então você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado
com essa nova invenção, eu quero ficar nessa cidade.
Eu sei disso pela ferida viva no meu coração.
Já faz tempo eu vi você pela rua, se movendo com o vento.
Indo para algum lugar e lugar nenhum, encontrando e se perdendo.
Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que me dói mais.
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina, nada está a nosso favor,
o sinal quase sempre está fechado para nós que somos tão jovens.
Nem sempre viver parece melhor que sonhar, e o amor deveria ser uma coisa boa.
Seguir em frente, realmente é preciso, você diz que nós não temos futuro e eu concordo.
Mas ainda estamos no presente, desafiando o tempo, as pessoas... tudo.
Quando amo, quase sem querer devoro todo meu coração.
Digo que te amo, grito que te odeio no mesmo fôlego.
E se você quer saber, eu começaria tudo outra vez se preciso fosse.
Enquanto estivermos, nada foi em vão.
Então eu cantaria, como cantei e cantarei só para afastar o silêncio.
Tenho ou um dia terei, fé no que virá.
A alegria de poder olhar para trás e ver que voltaria tudo outra vez.
Mais uma vez, recomeçar.
*
(adaptação: belchior-velha roupa colorida, como nossos pais; chico buarque -baioque; começaria tudo outra vez)
E o passado é uma roupa que não me serve mais...."
Mas então você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado
com essa nova invenção, eu quero ficar nessa cidade.
Eu sei disso pela ferida viva no meu coração.
Já faz tempo eu vi você pela rua, se movendo com o vento.
Indo para algum lugar e lugar nenhum, encontrando e se perdendo.
Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que me dói mais.
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina, nada está a nosso favor,
o sinal quase sempre está fechado para nós que somos tão jovens.
Nem sempre viver parece melhor que sonhar, e o amor deveria ser uma coisa boa.
Seguir em frente, realmente é preciso, você diz que nós não temos futuro e eu concordo.
Mas ainda estamos no presente, desafiando o tempo, as pessoas... tudo.
Quando amo, quase sem querer devoro todo meu coração.
Digo que te amo, grito que te odeio no mesmo fôlego.
E se você quer saber, eu começaria tudo outra vez se preciso fosse.
Enquanto estivermos, nada foi em vão.
Então eu cantaria, como cantei e cantarei só para afastar o silêncio.
Tenho ou um dia terei, fé no que virá.
A alegria de poder olhar para trás e ver que voltaria tudo outra vez.
Mais uma vez, recomeçar.
*
(adaptação: belchior-velha roupa colorida, como nossos pais; chico buarque -baioque; começaria tudo outra vez)
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Vantagens.
Por quê amor?
As pessoas são de natureza insuportável, chatas, estranhas e por vezes assustadoras.
Cada um nasce e é criado de uma forma diferente, por mais normal que pareça.
Logo reconhecer um ser que você não cresceu junto ou que
nem sabia da existência até 10 anos ou 10 minutos atrás é algo incomum.
Pensar enquanto sorri de felicidade por sentir-se completo cada dia mais.
Estar mais do que satisfeito, por nem sequer fazer questão do lugar,
da hora e por qualquer motivo, do mais complicado ao mais simples, torna-se natural.
Quando isso tudo torna-se comum e sem se tornar chato e entediante.
E que as vezes nos deixa mal mas sempre acaba nos motivando.
Por quê amar?
O mundo é um lugar selvagem, nada é como a gente gostaria.
Viver é muitas vezes mais questão de improviso do que
vontade própria, seguir algo pensado e planejado antes.
Ai alguém aparece e você estranhamente sente-se bem
com aquela pessoa, de repente parece até que o mundo
é uma casa antiga, que parece feia mas tem muitos lugares
para conhecer e você fica curioso, de repente é bom estar vivo.
As pessoas são de natureza insuportável, chatas, estranhas e por vezes assustadoras.
Cada um nasce e é criado de uma forma diferente, por mais normal que pareça.
Logo reconhecer um ser que você não cresceu junto ou que
nem sabia da existência até 10 anos ou 10 minutos atrás é algo incomum.
Pensar enquanto sorri de felicidade por sentir-se completo cada dia mais.
Estar mais do que satisfeito, por nem sequer fazer questão do lugar,
da hora e por qualquer motivo, do mais complicado ao mais simples, torna-se natural.
Quando isso tudo torna-se comum e sem se tornar chato e entediante.
E que as vezes nos deixa mal mas sempre acaba nos motivando.
Por quê amar?
O mundo é um lugar selvagem, nada é como a gente gostaria.
Viver é muitas vezes mais questão de improviso do que
vontade própria, seguir algo pensado e planejado antes.
Ai alguém aparece e você estranhamente sente-se bem
com aquela pessoa, de repente parece até que o mundo
é uma casa antiga, que parece feia mas tem muitos lugares
para conhecer e você fica curioso, de repente é bom estar vivo.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Na superfície.
Todas essas pessoas indo e voltando para o mesmo lugar,
olhando pro nada e achando tudo, como quem está implorando por qualquer coisa.
Aceitando qualquer trocado por um sorriso, uma migalha de alegria.
Comentando a novela, falando sobre carros novos, questionando o modo de vida.
Se perdendo no meio de tanta coisa mesmo sem nenhuma novidade.
Queria poder entender como é viver com tudo e sem ter nada.
Tenho pena e nojo, queria poder ajudar, mas quem sou eu para apontar erros?
Para elas é tudo tão simples, tão fácil e elas são tão fáceis que perdem toda a graça.
Por que se vender tão barato? o desespero de perceber um vazio?
Talvez a carência seja algo insuportável, o silêncio é apavorante, a solidão.
Bom eu não preciso encontrar, também não quero perder, tudo é uma questão
lógica, basta ter saco pra encarar uma realidade boba.
Mas elas preferem viver mascaradas... preferem usar fantasias...
Fico pensando se quando olham no espelho ainda são capazes de reconhecerem-se.
E será que eu tenho que me adaptar a esse sistema? será que devo aceitar?
Ser feito de idiota e me fazer de idiota só pra estar no seu convívio social?
Quando irão perceber que quanto menos esforço menor o reconhecimento?
As vezes acho que só existo de verdade quando estou sentado na minha sacada,
atrás da fumaça do cigarro, com o rosto escondido entre as garrafas.
O resto do mundo parece apenas uma doce ilusão que me permito acreditar,
na possibilidade de em algum lugar encontrar as coisas que imagino existir.
olhando pro nada e achando tudo, como quem está implorando por qualquer coisa.
Aceitando qualquer trocado por um sorriso, uma migalha de alegria.
Comentando a novela, falando sobre carros novos, questionando o modo de vida.
Se perdendo no meio de tanta coisa mesmo sem nenhuma novidade.
Queria poder entender como é viver com tudo e sem ter nada.
Tenho pena e nojo, queria poder ajudar, mas quem sou eu para apontar erros?
Para elas é tudo tão simples, tão fácil e elas são tão fáceis que perdem toda a graça.
Por que se vender tão barato? o desespero de perceber um vazio?
Talvez a carência seja algo insuportável, o silêncio é apavorante, a solidão.
Bom eu não preciso encontrar, também não quero perder, tudo é uma questão
lógica, basta ter saco pra encarar uma realidade boba.
Mas elas preferem viver mascaradas... preferem usar fantasias...
Fico pensando se quando olham no espelho ainda são capazes de reconhecerem-se.
E será que eu tenho que me adaptar a esse sistema? será que devo aceitar?
Ser feito de idiota e me fazer de idiota só pra estar no seu convívio social?
Quando irão perceber que quanto menos esforço menor o reconhecimento?
As vezes acho que só existo de verdade quando estou sentado na minha sacada,
atrás da fumaça do cigarro, com o rosto escondido entre as garrafas.
O resto do mundo parece apenas uma doce ilusão que me permito acreditar,
na possibilidade de em algum lugar encontrar as coisas que imagino existir.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Acordar
Lá estava, lendo algo sobre se encontrar é se perder em alguém.
Eu estive perdido, em mim mesmo.
Em meus pensamentos que tomavam o controle quando eu preferia ficar quieto.
Deixei as coisas passarem enquanto me tornava cada vez mais abstrato.
Vi aqueles rosto felizes e tristes... por que essa mudança de humor tão acelerada?
Comecei a me questionar sobre o que eu era, sobre o que sou ou o que serei.
Não que eu tenha uma resposta pra isso, só precisei conversar comigo mesmo.
E nem precisei buscar explicação, só precisei me perguntar umas coisas.
Não cortei o cabelo nem comprei roupas novas.
Sei lá, resolvi acordar, resolvi simplesmente acordar.
Sai de casa e fui dar uma volta na praia e deixei a porta aberta.
Respirei o ar e sujei os pés na areia, andei de olhos fechados e ri sozinho.
Quando voltei os móveis ainda estavam lá, tudo no mesmo lugar.
Era eu, eu tinha mudado, não era mais o mesmo que saiu pela porta antes.
Decidi me levantar do canto da sala e me levar pra viver.
Mudei o modo de ver as coisas que passavam diante dos meus olhos.
Isso fez toda a diferença.
Não adianta querer matar ou criar algo novo pra me sentir feliz.
Bastou transformar, como um boneco de massinha que me permita dar
a ele várias formas, eu virei de repente um boneco de massinha.
Moldado por mim mesmo, com base no que via e no que sentia.
O amor verdadeiro se tornava a paz que sentia dentro de mim.
Decidi tirar as pedras que iria atirar no cachorro que se aproximava
e decidi apostar corrida com ele.
Decidi não pegar o guarda-chuva e fui tomar um banho ao ar livre.
Decidi não agradecer por estar vivo e quis viver.
Eu tenho essa vida e a usarei para crescer, quem eu era antes já nem consigo lembrar.
Que as noites permitam que eu me sinta caindo no chão em segurança.
As luzes se apagam, só eu e minha alma nova.
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